domingo, 31 de outubro de 2010

Sakineh



Volto a saudar os anjos.
Mais uma vês Senhores, peço-lhes atenção.!
Mais uma vez brindemo:.
Tim Tim A Sakineh.!!!

Outrora bradei berros de angustia rouca por Darkedi, agora já sem lágrimas nos olhos venho oferecer a única arma que ainda me resta, minha palavra de ira mansa; salvem Sakineh.

Mais uma flor á ser ceifada no Irã, mais uma vida que cometeu o único crime imperdoável naquele país. O crime de ser mulher.

Sakineh foi acusada de adultério, e de participação na morte do marido. Acusações tão bem provadas quanto a existência de papai Noel.

Julgada por um governo hipócrita, a bela madona emoldurada em seu véu negro, talvez não tão negro quanto o destino que lhe aguarda, Sarkineh foi “confessada” na internet, onde com a mesma verdade  dos corpos torturados ante o seu verdugo, jurou em figa sua participação.

Como uma rosa sem pétalas, como um ventre sem vida, como algo qualquer, o belo anjo pode, a qualquer momento, receber a mais cruel das execuções, ser apedrejada até que sua vida se exígua.

Como se já não bastassem às marcas que a vida lhe deu.
Recordo-lhes, Senhores, ela já nasceu condenada a ser mulher no Irã.

Como um anjo sem asas de quem a vós já se foi a muito, se é que um dia existiu, Sarkineh aguarda pelas pedras ou pela forca, jogada como um bicho, jogada em uma cela qualquer.

Acalma-te meu anjo, recolhe-te em novenas e ora.

Nessa barbárie tanta, até Alá fechou os olhos, pois já não reconhece parte sua nessa horrenda raça humana.

Acalma-te meu anjo, você já não tem vós, mas agora o mundo clama por você:

SALVEM SAKINEH
 
July Reader


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