Já joguei ao vento palavras inúteis, já esfreguei em tua face palavras duras feito concreto, tão amargas como gim, palavras cortantes que embriagam como a minha dor, uma dor tão imensa que já não se contém em si.
Agora quero te oferecer palavras leves, bobas como toda sabedoria de um século comercial.
Quero a vida leve e lenta, como um chá no fim de tarde, ou um comercial no campo com cachorros latindo e crianças brincando aos últimos sorrisos do sol.
Quero apenas a calma de quem entendeu que o único sentido da vida é a amplitude de perguntas e ausência das respostas.
Quero ser como a luz do sol, a primeira do dia, que ousa irromper as trevas da noite.
Quero apenas espaço, uma folha em branco onde eu possa começar a existir.
Não, não quero sangue! Não quero mais a vida trancada dentro de mim!
Quero sorrir um sorriso calmo, humano, o sorriso de uma modelo indigente que perdeu o medo de se perder.
Um sorriso merecidamente humano, de uma humana em demasia, cujo único mérito foi aprender que mesmo os anjos mais belos podem estar perdidos a ponto de engessar nossas asas para que com eles permaneçamos no porto seguro de uma vida infeliz.
Um dia eu amei um anjo, amei a ponto de destroncar minhas asas, e com o sangue de uma dor que não sentia construir com adorno à ele um altar em mim.
Me sujava as asas saber o mal que esse anjo fazia a mim, que seu amor tão grande era lamina perene rente a minha carne infantil., amor que me nutria tanto a ponto de me destruir, amor que me deixava anêmica a ponto de não mais voar, não mais existir.
Hoje minhas asas doem, o céu da vida é quente como um dia de sol, e quando olho o outrora porto seguro vejo ainda o belo anjo, parado, engessado, blasfemando e orando ao mesmo Deus.
Em meus vôos agridoces aprendi belas e ambivalentes lições, talvez a mais doce e cortante é que amor nem sempre é sinônimo de encontro, que é preciso alçar meus próprios vôos pra longe, bem longe das asas do mais mortal e bonito anjo que conheci
De tanto amar esse anjo entendi que não posso tocar-lhe as asas, pois o mesmo amor que nutre, machuca, destrói, é fatal.
Agora quero te oferecer palavras leves, bobas como toda sabedoria de um século comercial.
Quero a vida leve e lenta, como um chá no fim de tarde, ou um comercial no campo com cachorros latindo e crianças brincando aos últimos sorrisos do sol.
Quero apenas a calma de quem entendeu que o único sentido da vida é a amplitude de perguntas e ausência das respostas.
Quero ser como a luz do sol, a primeira do dia, que ousa irromper as trevas da noite.
Quero apenas espaço, uma folha em branco onde eu possa começar a existir.
Não, não quero sangue! Não quero mais a vida trancada dentro de mim!
Quero sorrir um sorriso calmo, humano, o sorriso de uma modelo indigente que perdeu o medo de se perder.
Um sorriso merecidamente humano, de uma humana em demasia, cujo único mérito foi aprender que mesmo os anjos mais belos podem estar perdidos a ponto de engessar nossas asas para que com eles permaneçamos no porto seguro de uma vida infeliz.
Um dia eu amei um anjo, amei a ponto de destroncar minhas asas, e com o sangue de uma dor que não sentia construir com adorno à ele um altar em mim.
Me sujava as asas saber o mal que esse anjo fazia a mim, que seu amor tão grande era lamina perene rente a minha carne infantil., amor que me nutria tanto a ponto de me destruir, amor que me deixava anêmica a ponto de não mais voar, não mais existir.
Hoje minhas asas doem, o céu da vida é quente como um dia de sol, e quando olho o outrora porto seguro vejo ainda o belo anjo, parado, engessado, blasfemando e orando ao mesmo Deus.
Em meus vôos agridoces aprendi belas e ambivalentes lições, talvez a mais doce e cortante é que amor nem sempre é sinônimo de encontro, que é preciso alçar meus próprios vôos pra longe, bem longe das asas do mais mortal e bonito anjo que conheci
De tanto amar esse anjo entendi que não posso tocar-lhe as asas, pois o mesmo amor que nutre, machuca, destrói, é fatal.
Agora preciso curar minhas asas e entender a dor e a delicia de quem por si mesma já pode aprender a voar.
July Reader

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