domingo, 31 de outubro de 2010

Pena de Morte: A grande selvageria do mundo "civilizado"

Caros Amigos!
Resolvi postar esse mini artigo pois estava fazendo um trabalho da faculdade que me que me lembrou de um caso chocante, ocorrido nos Estados Unidos que se auto Proclama “o Pais da Liberdade, da Democracia”...
Gostaria, queridos, que vocês divulgassem esse  assunto, afinal, como seres humanos que somos, é impossível ficar inerte à isso.

Como última observação, informo que os textos entre aspas e em italico, foram estraidos do do site da Bol, disponiveis dia 16 de março de 2010; no seguinte endereço.
  http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/10/16/ult581u3566.jhtm
Grande Beijo!!!!
Júlia Reader

Crueldade nas execuções!

"Broom Acordou as 5h08, do dia que acreditava ser o último de sua vida. Um guarda o acompanhou ao chuveiro às 5h51. Eram 6h27 quando Broom comeu cereais com leite. Às 8h07 já estavam preparados, no instituto correcional de Lucasville, os três produtos químicos utilizados no coquetel da morte. Às 9h31, um recurso de último minuto deixou em suspenso a execução de Broom, a quem serviram um almoço de frango com vagem, purê de batatas, salada e suco de uva às 12h28. Era sua última refeição. Às 12h48, um juiz determinou que a apelação havia fracassado. O Estado tiraria sua vida às 13h30. Em ponto.

Seguindo as normas ao pé da letra, os funcionários jogaram fora o primeiro coquetel e prepararam um segundo (às 13h24 e às 13h31). Até aqui, tudo era rotina. Como também deveria ser rotina encontrar uma veia no braço do condenado e injetar a dose mortal de tiopentato de sódio, barbitúrico que faz perder a consciência; brometo de pancurônio, que paralisa o diafragma e impede a respiração, e cloreto de potássio, que provoca a parada cardíaca desejada.

Mas às 14h01, uma equipe médica - composta por uma dezena de funcionários responsáveis pelas execuções em Ohio e cuja identidade é mantida no anonimato por ordem judicial - começou a espetar o braço de Broom. Continuaram fazendo isso até as 14h30, quando, incapazes de encontrar uma veia, saíram da sala da morte para descansar.

O assassino condenado - não confesso - pelo sequestro, estupro e assassinato de Tryna Middleton, de 14 anos, em 1984, suportou durante cerca de duas horas as picadas das agulhas em ambos os braços, ambos os tornozelos - que picaram pelo menos uma vez até o osso - e na mão direita. Foram pelo menos 18 tentativas. Todas fracassadas. Várias, sangrentas. A ata da execução falida diz que às 14h49, Broom secou o rosto com um lenço de papel. "Parece que ele havia chorado". Uma das enfermeiras - como Broom chamou as mulheres que participaram da execução, numa declaração juramentada - abandonou o recinto visivelmente alterada.

David e Bessye Middleton, pai e mãe da vítima, que se recusaram a falar com a reportagem, contemplavam a cena separados do assassino de sua filha apenas por um vidro. Esperavam vê-lo morrer há 25 anos. A frustração dessa família - e a de Broom porque não conseguiam acabar com sua vida - foi registrada pelo sistema de gravação de circuito interno da prisão.

Já eram mais de 16h quando o diretor da prisão, Terry Collins, consultou o governador de Ohio, Ted Strickland, que determinou que a execução fosse suspensa durante uma semana. Collins abandonou o réu para efetuar essas ligações, não sem antes agradecer a Broom por sua "cooperação" e suas "tentativas de ajudar a equipe". Entre as tentativas estavam flexionar seu próprio braço para fazer com que uma veia aparecesse, inclinar-se na maca para que o sangue fluísse melhor ou ajudar a amarrar um torniquete cirúrgico.

Romell Broom - de 53 anos, que passou quase 25 no corredor da morte esperando que sua sentença se cumprisse - não morreu no dia 15 de setembro passado no instituto correcional de Lucasville, e às 17h59 serviram-lhe jantar de pastel de verduras com bolachas de sobremesa e suco de uva.

Hoje, sua execução está em suspenso enquanto seus advogados preparam a audiência que revisará seu caso no próximo dia 30. Tim Sweeney e Adele Shank argumentam que  uma segunda tentativa de executar Broom violaria a garantia constitucional estabelecida pela oitava emenda que proíbe o "tratamento cruel ou desumano". "A tentativa de execução de Romell Broom em Ohio no mês passado por injeção letal foi uma mostra da pena de morte em seu estado mais bárbaro", publicou o jornal The New York Times em um editorial no fim de semana passado."

"O que aconteceu em Ohio implica um ponto de virada", declara Richard Dieter, diretor do Centro de Informação sobre a Pena de Morte (DPIC, sigla em inglês). "Quer seja porque nossos padrões de decência considerem cruel submeter uma pessoa a múltiplas execuções, quer seja porque isso na realidade é um experimento com seres humanos ou porque o método não funciona, a legislação tem que mudar e avançar até a suspensão da pena de morte"'.

"Curiosamente, Ohio é o único Estado, dos 35 que permitem a pena de morte, que exige por lei que a execução seja feita de forma "rápida e indolor". Na opinião de Sweeney, advogado de Broom, essa norma foi violada."

"Se na construção de seu caso - que no momento implica que o governador de Ohio postergue outras duas execuções previstas para esses meses até a primavera de 2010; outros três Estados suspenderam a pena máxima por outros motivos -, os advogados do condenado apelam à Constituição americana, também se concentram em detalhes mais concretos como o profissionalismo e o preparo das pessoas que realizaram o ritual de execução. "Nesses momentos surgem sérias dúvidas se o Estado está empregando as pessoas corretas para fazer um procedimento tão complexo", disse Sweeney numa conversa telefônica desde Ohio. "Não resta dúvida de que quando esses barbitúricos são mal aplicados, o preso é torturado até a morte", aponta o advogado."

"Todos os Estados que praticam a pena de morte têm políticas muito rígidas que garantem a privacidade dos carrascos. A Califórnia é o Estado cujos protocolos são menos restritos. Uma em cada onze vezes, a equipe de execução de Ohio teve problemas na hora de acabar com a vida de alguém. A penitenciária defendeu seu trabalho e diz que [seus funcionários] fazem "um trabalho que a maioria das pessoas não faria". "Fazem-no de forma profissional e adequada", afirmou Julie Walburn, porta-voz do Centro de Reabilitação de Ohio."

"A injeção letal é o método preferido para os homicídios legais praticados nos Estados Unidos e, na grande maioria dos casos, é aplicada pelos funcionários de prisões ou por uma equipe de cidadãos designados para esse trabalho. Quase nunca é feito por médicos, já que a Associação Médica Americana recomenda que a seus associados não participem de execuções porque isso viola o juramento hipocrático. "O uso de um médico para outro fim que não seja melhorar a saúde ou o bem-estar do indivíduo mina o fundamento ético básico da medicina: não ferir", diz o Conselho de Assuntos Éticos e Judiciais de Medicina. "Se os médicos estivessem presentes nas execuções, violariam seu juramento de salvar vidas", insiste."

"A afirmação de 'confie em mim, que sei o que faço' perde credibilidade quando ocorrem casos como o de Ohio", declara Dieter. "É necessário que haja acesso, que se possa intervir sobre o processo para saber o que de fato está acontecendo e quem é responsável", recalca. "É preciso acabar com a percepção pública de que a injeção letal é um método livre de dor", insiste o advogado que está à frente do DPIC."

"Os Estados Unidos contam com outras quatro formas de matar seus condenados à pena de morte se a injeção letal for considerada "inconstitucional" por seus legisladores (em 007, o Tribunal Supremo suspendeu durante oito meses as execuções em todo o país até que determinou que a injeção não violava a oitava emenda; em 2006, o governador da Flórida, Jeb Bush, suspendeu a pena de morte de forma temporária depois que Ángel Díaz agonizou na maca com uma agulha em seu braço durante 34 longos minutos". A eletrocussão, a câmara de gás, o fuzilamento ou a forca são outras possibilidades."

"Nem por isso a resposta do advogado de Broom à pergunta sobre como se encontra seu cliente é menos aterradora: "Broom está extremamente inquieto com experiência". Está tentando assumir que não morreu, mas acredita que - "com quase toda certeza" - voltarão a tentar novamente."

Tradução: Eloise De Vylder -Disponivel em http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/10/16/ult581u3566.jhtm

Galera, sei que esse é um tema que desperta paixões, sei que muntos dirão que um sequestrador e estuprador merece isso... mas PELO AMOR DE DEUS, vamos pensar por um instante, vamos nos colocar no lugar do Romell...

Já é horroroso o bastante você ir caminhando em direção a uma morte legalizada, com dia e hora marcados, esperar por ela 25 anos, então imaginem o medo, a dor disso... e ainda ser TORTURADO por 2 horas, sangrando e sendo perfurado 18 vezes...

Ao ler sobre o nazismo achamos aqueles atos monstruosos., nos indignamos, nos solidarizamos com as vitímas. Agora, qual a diferença do caso de Romell para os campos de morte nazistas...
Nos campos de concentração seres humanos eram picotados em nome da nação... Rommell foi torturado para aprender que era errado torturar??? Qual a diferença das pessoas que fizeram isso e de verdadeiros monstros???

Como vc reagiria se soubesse que um bandido amarrou uma pessoa e a perfurou 18 vezes, que furou o osso de sua vitima, que a vítima sangrou, suplicou, que ele começou essa tortura as 14h e só se deu por satisfeito as 16h...

Vejam, a equipe de carrascos, depois de 30 minutos saiu da camara de execução para descançar...isso por que eles não tinham passado por mais de 2h da mais genuina crueldade.
ma das "enfermeiras" que tentava matar Romell saiu da sala em estado de choque... Sei que estou sendo repetitiva, mas pelo amor de DEUS, imaginem o horror que esse Ser Humano passou....
E esse não é o primeiro caso de que a morte foi precedida de tortura...
Me diga, o que vc acha quando a inquisição em 1821 queimava suas "bruxas" na fogueira...

E o que você me diz disso aqui que aconteceu poucas décadas atrás

 "A execução de um preso de Louisiana, em meados dos anos 40, teve que se repetir por causa da negligência de um guarda que não verificou o funcionamento da cadeira elétrica"

"Outro ser humano compartilha com Romell Brown a triste estatística de ter sobrevivido à execução nos Estados Unidos: Willie Francis também sentiu a sensação angustiante de achar que deveria estar morto, mas continuar respirando. Com os músculos doloridos como se os tivessem "cortado com lâminas", Francis tropeçou nos primeiros passos, mas acabou abandonando a sala de execuções caminhando com os próprios pés depois de ter suportado uma descarga de 2.500 volts. Duas vezes."

"Tirem isso, tirem isso!", suplicou Francis a seus carrascos referindo-se ao capuz de couro que cobria seu rosto e prendia sua cabeça à cadeira elétrica. "Não consigo respirar!", gritou depois de receber a primeira descarga."

"Não é para você respirar!", respondeu o capitão Foster depois de lançar um olhar incrédulo sobre o condenado. Em seguida aplicou uma nova descarga sobre o corpo de 17anos do negro condenado por assassinato."

"Não estou morrendo!", disse Francis entre gritos convulsos.

"Gruesome Gertie, como é conhecida a cadeira elétrica de triste fama da Louisiana, não acabou com a vida de Francis em 1946. Um preso que fazia a função de guarda não verificou bem o funcionamento da horripilante Gertie porque estava bêbado. Tudo isso é contado em detalhes no livro "The Execution of Willie Francis" ["A Execução de Willie Francis"], de Gilbert King. Gruesome Gertie fez seu trabalho um ano depois, em 9 de maio de 1947. "Estou pronto para morrer", declarou Francis. Pela segunda vez."

E o que mais me desespera, é que infelizmente Rommell tem razão quando afirma... "Com quase toda certeza eles vão tentar novamente.
Pessoal, desculpem-me a péssima formatação e redação, mas eu senti urgência em repassar isso, acho que toda pessoa, composta de carne e osso, que sente dor e medo, pode entender o que senti, e tentar ver o mundo com os olhos desse homem, que apesar do crime que cometeu a muitas décadas ainda é uma pessoa, filha do mesmo DEUS que os criou, lutando na escola da vida assim como nós...

Não estou discutindo aqui o quão repugnante foi o crime de Rommell, também não discuto se você é a favor ou contra a pena de morte(eu sou contra EM TODOS OS CASOS) mas o que esse homem sofreu ultrapassa os limites da tortura, por favor repassem...
Obrigada!
Grande Beijo!
Júlia Reader
July Reader

Um comentário:

  1. Oi linda, desculpe a pressa... Voltarei com mais calma.
    Fico feliz que tenha gostado do blog, e seja muito bem-vinda...

    Beijos

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